Marcelo de Oliveira

Marcelo de Oliveira é sociólogo e atualmente cursa o mestrado de sociologia no IESP-UERJ, sob a orientação de Fredéric Vandenberghe. Além do interesse em teoria sociológica e metateoria, tem dificuldades extremas com exercícios de auto-objetivação. Depois de passar os anos de graduação investindo no trabalho do negativo, estudando os modelos de teoria crítica desenvolvidos nas sucessivas gerações da Escola de Frankfurt, decidiu concentrar seus esforços em torno da pluralidade de modelos ontológicos desenvolvidos no seio das teorias sociológicas. Partindo da máxima bhaskariana que afirma não haver saída diante da ontologia, acredita que a sociologia seja uma forma de fazer filosofia com outros meios. Costuma dizer, sem riscos de exagero, que a sociologia oferece meios bastante sensíveis e sutis capazes de levar adiante a pesquisa ontológica, mesmo em tempos de pensamento pós-metafísico. Para ele, a sociologia, abandonando o terreno das ficções controladas (que já pressupõe um certo realismo), estaria comprometida não só com postulados de tipo ético-normativo, tornando-se filosofia prática, mas, sobretudo, com postulados tipicamente ontológicos. É justamente nesse compromisso que procura inserir suas reflexões. Ou seja, acreditando que não foi preciso esperar até Latour para que a sociologia deviesse em filosofia empírica, investiga, na dissertação de mestrado em curso, a dimensão ontológica das teorias sociológicas desenvolvidas pelos clássicos, notadamente Weber e Durkheim. Ciente, contudo, de que a pesquisa reconstrututiva da dimensão ontológica na sociologia não se constitui como um fim em si mesmo, nem, muito menos, esgota as suas potencialidades na própria realização, encara esse excurso histórico-sistemático como propedêutica ao desenvolvimento de novos modelos ontológicos a partir da sociologia.